Mas a percepção da situação atual piorou
O Índice de Confiança da Construção (ICST) subiu 0,2 ponto em outubro, para 90,7 pontos. Em médias móveis trimestrais, o índice recuou 0,6 ponto, para 91 pontos.
Os dados são da Sondagem da Construção do FGV Ibre (Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas), com base em informações coletadas entre os dias 1 e 22 deste mês. A pontuação vai de 0 a 200, denotando otimismo ou confiança a partir de 100.
Segundo Ana Maria Castelo, coordenadora de Projetos da Construção do FGV Ibre, o Índice de Confiança da Construção (ICST) teve leve melhora, refletindo uma avaliação mais positiva das expectativas empresariais com os negócios nos próximos meses.
“Em contrapartida, o Índice da Situação Atual (ISA-CST) recuou para um patamar que expressa uma avaliação bastante negativa das condições correntes dos negócios: o indicador alcançou o pior resultado desde maio de 2021. O movimento não foi uniforme entre os segmentos da construção: mostrou-se bastante pronunciado entre as empresas de Edificações Residenciais, que apontaram enfraquecimento da carteira de contratos”, destaca a economista.
Segundo Ana Castelo, a percepção das empresas é que esse movimento deverá ser revertido – as empresas esperam crescimento da demanda e sinalizam aumentar a contratação de trabalhadores nos próximos meses. “De todo modo, o enfraquecimento atual da carteira de contratos pode causar uma redução no ritmo de crescimento da atividade, antes que volte a crescer e pressionar novamente o mercado de trabalho.”
Situação atual
Em outubro, o ICST subiu 0,2 ponto, alcançando 90,7 pontos. O ISA-CST, por sua vez, recuou 1,7 ponto, registrando 89 pontos, enquanto o IE-CST (Índice de Expectativas) avançou 2,1 pontos, chegando a 92,6 pontos.
O Indicador da Situação Atual dos Negócios registrou 89 pontos, mantendo uma trajetória de queda por três meses consecutivos. A Carteira de Contratos, por sua vez, alcançou 89,2 pontos, registrando queda por três meses consecutivos. Comparado ao mês anterior, o indicador de negócios correntes apresentou uma variação negativa de 0,3 pontos, enquanto o indicador da carteira de contratos recuou 3 pontos.
Expectativas
Entre os componentes do IE-CST, a Demanda Prevista registrou 92,6 pontos, avançando 2,5 pontos em relação ao mês anterior. A Tendência dos Negócios chegou a 92,5 pontos, subindo 1,7 pontos e alcançando o maior patamar desde junho de 2025.
Infraestrutura
As obras de infraestrutura registraram a maior alta mensal do ICST, de 1,1 ponto e interanual, de 1,8 ponto. Ao contrário da média do setor, houve avanço do Índice da Situação Atual, refletindo crescimento da carteira de contratos. O IE-CST também subiu com avanços na demanda prevista e na tendência dos negócios.
As Obras de Infraestrutura têm mantido indicadores sistematicamente acima da média setorial, refletindo o bom momento dos investimentos, alavancados principalmente pelo setor privado.
Capacidade instalada
O Nível de Utilização da Capacidade Instalada (Nuci) da Construção recuou 1,1 ponto percentual, para 77%.
Os Nucis de Mão de Obra e de Máquinas e Equipamentos também retrocederam 1 p.p., para 78,8% e 71,8%, respectivamente.
Fonte: https://sindusconsp.com.br/construcao-espera-tempos-melhores/

