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08/04/2019 -
EPIs precisam ter Certificado e estar na data de validade

Cada EPI precisa ser adaptado ao respectivo trabalhador, visando conforto, eficácia e proteção. “A segurança no ambiente de trabalho deve ser encarada como um investimento e fonte de lucro, por evitar acidentes e seus custosos desdobramentos para a empresa”, afirma Haruo Ishikawa, vice-presidente de Relações Capital-Trabalho do SindusCon-SP e presidente do Seconci-SP (Serviço Social da Construção).

Todo equipamento deve apresentar o nome do fabricante, certificado de aprovação e modelo. Sem estas informações, é considerado inválido para utilização. O mercado oferece inúmeros tipos e modelos de EPIs. A dificuldade está no uso adequado no local de trabalho.

Segundo o gerente de Segurança Ocupacional do Seconci-SP, José Bassili, cada EPI é usado de acordo com a fase da obra ou atividade. “Somente devem-se utilizar os equipamentos fornecidos pela empresa. O Seconci-SP realiza treinamentos específicos para o uso, de acordo com cada EPI e o cargo do usuário. Também é possível encomendar equipamentos sob medida e até óculos de proteção com grau”, informa Bassili.

“A utilização correta é determinada pela norma técnica NR 6, sendo total responsabilidade da empresa a entrega, conservação e substituição quando necessário. Outros tópicos importantes são a adequada especificação dos equipamentos, seguindo cada exigência para sua eficácia”, ressalta Paulo Henrique Panadés, engenheiro de segurança do Seconci-SP.

Conservação e eficácia

Confira abaixo a lista dos principais EPIs na construção civil e entenda quais os cuidados necessários para manter sua preservação e eficácia contra grandes impactos e quedas, entre outros incidentes.

  • Capacete: obrigatório para todos que estão presentes nas obras, desde o trabalhador até os visitantes. Alguns cuidados, como a higienização e o armazenamento, são essenciais para seu bom funcionamento. A partir da higienização, é possível verificar possíveis defeitos, em várias partes do capacete. O uso deve ser suspendido se algum problema ou defeito for localizado;
  • Óculos de proteção: precisam estar ajustados corretamente ao rosto (sem deixar aberturas), não utilizar com lentes riscadas, embaçadas e sujas ou haste danificada e não guardá-los dentro do capacete;
  • Protetor facial: existem muitos modelos que, na maioria das vezes, são incorporados ao capacete. É importante anexar de forma acertada para não danificá-lo, manter limpo, seco e longe de umidade. Guardá-lo adequadamente quando fora de uso;
  • Protetor auricular: não manusear o item com as mãos sujas; guardar o protetor corretamente após o manuseio, mantê-lo sempre higienizado e inserir e retirar dos ouvidos com cuidado;
  • Botas de couro e borracha: realizar a higienização após o suor excessivo para diminuir a probabilidade de doenças, como a micose;
  • Luvas – de raspa, tricotada, impermeável e para eletricista: necessário verificar as recomendações do fabricante, que devem estar de acordo com os componentes da luva;
  • Máscaras PFF4 e para produtos químicos: cada tipo indica a forma de lavagem, tempo para descarte e ajustes que auxiliam tanto no uso adequado como na conservação;
  • Avental impermeável ou de couro: a partir de um comprimento ideal à altura do trabalhador, o avental promove segurança durante as atividades com produtos químicos ou aquecidos, agentes escoriantes e umidade.
  • Ombreira: somente usá-la seca, guardar longe do calor e sol excessivo, armazenar em local seco;
  • Cinto de segurança tipo paraquedista, trava quedas e talabarte Y: para garantir a efetividade no trabalho em altura, a orientação de manuseio considera a correta armazenagem e conservação de acordo com o ambiente de trabalho, além da inspeção diária antes da utilização. Os cintos de segurança deverão estar bem ajustados ao corpo do trabalhador para evitar lesões durante as ocorrências de queda.

Fonte:https://sindusconsp.com.br/epis-precisam-ter-certificado-e-estar-na-data-de-validade/