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15/02/2013 -
Brasileiro desenvolve projeto de pr??dio autossustent??vel
Apesar dos problemas ambientais estamparem as principais p??ginas dos jornais, ainda s??o raros os pr??dios sustent??veis no Brasil. Com a motiva????o de alterar esse quadro, o pesquisador da Unicamp Bruno Wilmer Fontes Lima desenvolveu uma metodologia que permite que constru????es produzam toda a energia necess??ria para se manter. As principais fontes energ??ticas abordadas no estudo s??o os pain??is fotovoltaicos. Diferentemente dos pain??is solares, que apenas esquentam ??gua, os dispositivos adotados transformam a energia do sol em eletricidade. O processo funciona por meio da capta????o de part??culas de luz, os f??tons, que entram em contato com um material semicondutor que, por sua vez, gera uma corrente el??trica. O principal diferencial do projeto ?? que n??o h?? a utiliza????o de bancos de baterias para armazenar o excesso de energia. Segundo Lima, esse tipo de maquin??rio ?? invi??vel, pois s??o caros e requerem manuten????o. Em vez disso, a estrutura realizaria trocas com a rede el??trica, cedendo a energia excedente produzida durante o dia e utilizando-a durante a noite. Por repassar parte do recurso, o usu??rio receberia cr??ditos que, posteriormente, seriam deduzidos da conta de luz, o que geraria um custo praticamente nulo. De acordo com o pesquisador, esse processo de compensa????o ?? vi??vel porque a Ag??ncia Nacional de Energia El??trica (Aneel) publicou neste ano a resolu????o 482, que justamente aborda a realiza????o desta pr??tica. Segundo Lima, o pre??o para implantar esse tipo de tecnologia ainda ?? um alto, em torno de R$ 15 mil e R$ 20 mil para uma resid??ncia com cerca de 70m?? e quatro moradores. Ele ressalta que o investimento leva de dez a 15 anos para ser recompensado financeiramente. Entretanto, o equipamento tem vida ??til de 25 anos, o que significaria ao menos dez anos de energia praticamente gr??tis. A pesquisa de Lima congrega um grupo de estudos que vai implantar um pr??dio sustent??vel no campus da Unicamp. Apesar do estudo inicialmente abordar tamb??m o uso de pequenas turbinas e??licas, essa alternativa n??o ser?? colocada em pr??tica devido ?? pouca for??a dos ventos na regi??o. Ainda n??o h?? previs??o para o in??cio da obra, mas a constru????o contar?? com aspectos sustent??veis nas ??reas ambiental e econ??mica, tais como recursos de redu????o de consumo de ??gua e utiliza????o de materiais com baixo impacto ambiental. O projeto ?? uma parceira entre a universidade e a Companhia Paulista de For??a e Luz (CPFL). Cresce n??mero de constru????es sustent??veis De acordo com o gerente de rela????es governamentais e constitucionais do GBC Brasil (Green Building Council Brasil), Felipe Faria, o n??mero de constru????es sustent??veis est?? crescendo aceleradamente no pa??s. Um ind??cio disso ?? a quarta coloca????o brasileira no ranking mundial, com 601 empreendimentos que receberam certificados ou est??o em processo de certifica????o com o selo Leed (em portugu??s, Lideran??a em Energia e Design Ambiental). No ano anterior, o Brasil havia ficado em quinto lugar, com 234 edifica????es. O certificado ?? baseado em sete crit??rios: efici??ncia energ??tica, uso racional da ??gua, materiais e recursos, qualidade ambiental interna, inova????es e tecnologias, espa??o sustent??vel e cr??ditos regionais. Para a diretora do Conselho Brasileiro de Constru????o Sustent??vel, ??rica Ferraz de Campos, o mercado est?? cada vez mais atento e consciente em rela????o ?? import??ncia de empreendimentos idealizados com sustentabilidade. "H?? uma tend??ncia clara de incorporar efici??ncia, racionalidade e durabilidade, logicamente sem preju??zo do conforto dos usu??rios", diz. O dirigente do GBC Brasil ressalta que a institui????o prev?? a constru????o de pelo menos mais 50 salas comerciais sustent??veis at?? 2013, somente nas cidades de S??o Paulo, Rio de Janeiro e Curitiba. Segundo ele, h?? projetos em praticamente todos os estados brasileiros, apesar da concentra????o nas regi??es Sul e Sudeste. De acordo com Faria, o maior impedimento para o avan??o desse setor ?? a falta de informa????o. Ele ressalta tamb??m que a constru????o civil ainda tem uma vis??o imediatista, o que prejudica o investimento em tecnologias. Fonte: Terra