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11/11/2011 -
TOTAL DE CALOUROS DE ENGENHARIA NO BRASIL CRESCE 83% EM 2010

Autor do levantamento observa ainda que 25% dos formandos fizeram cursos reprovados em exame federal
O n??mero de novos alunos de engenharia quase dobrou no ano passado no pa??s, mas as faculdades ainda n??o conseguem atender ?? demanda do mercado aquecido com o crescimento econ??mico.
As conclus??es est??o no levantamento do Observat??rio de Educa????o em Engenharia, grupo de pesquisa ligado ?? Universidade Federal de Juiz de Fora (MG). A base ?? o Censo da Educa????o Superior do Minist??rio da Educa????o, divulgado nesta semana.
A pesquisa aponta que o n??mero de ingressantes nos cursos de engenharia cresceu 83% em 2010 em rela????o a 2009.
Considerando todas as carreiras presenciais no ensino superior, a eleva????o foi de 5%, segundo tabula????o da Folha . Medicina e administra????o subiram 1%, e direito, 7%.
O aumento de calouros em engenharia ocorreu basicamente via vagas ociosas e foi puxado pelas ??reas de produ????o e constru????o civil.
Segundo o pesquisador Vanderli Fava de Oliveira, um dos respons??veis pelo estudo, o aumento ?? devido ??s constantes not??cias de car??ncia de engenheiros no pa??s.
Oliveira ressalta que o n??mero de formandos ainda ?? baixo, considerando a demanda da ind??stria. Em 2010, foram 41 mil concluintes.
 "A CNI [Confedera????o Nacional da Ind??stria] afirma que s??o necess??rios 70 mil novos engenheiros em 2011. Vamos ter de continuar a importar profissionais", afirmou Oliveira, tamb??m diretor da Associa????o Brasileira de Ensino de Engenharia.
Segundo os ??ltimos dados, cerca de 25% dos formandos da ??rea fizeram cursos reprovados na avalia????o federal.
MAIS CRESCIMENTO
O secret??rio de Ensino Superior do MEC, Luiz Cl??udio Costa, disse que o crescimento na ??rea decorre, em parte, da expans??o de vagas p??blicas feita pelo governo. "Mas precisamos crescer mais."
O representante do governo Dilma afirmou que o minist??rio finaliza estudo para identificar as regi??es e as ??reas da engenharia priorit??rias, considerando os investimentos e as demandas previstas para os pr??ximos anos.
"Em quatro ou cinco anos nossos n??meros [de formados] estar??o em patamares bem melhores", disse o diretor da Escola Polit??cnica da USP, Jos?? Roberto Cardoso.

Fonte: CBIC