Notícias Sinduscon
05/07/2016 -
L??mpadas incandescentes deixam de ser comercializadas

Desde a última quinta-feira (30), a lâmpada incandescente não é mais comercializada, conforme estabelecido pela Portaria Interministerial 1.007 dos Ministérios de Minas e Energia; e da Ciência, Tecnologia e Inovação; e do Desenvolvimento Indústria e Comércio Exterior. Em 2010, um estudo da Fundação Espaço ECO® (FEE®), organização que trabalha com a medição da sustentabilidade, analisou o processo produtivo das tecnologias LED, incandescente e fluorescente tubular e verificou aquela com melhor performance ambiental e econômica. Na ocasião, o resultado apontou a lâmpada fluorescente tubular como a mais ecoeficiente e com igual impacto ambiental da lâmpada LED, ou seja, à medida que o preço da lâmpada LED diminuísse esta poderia ser a melhor opção. A lâmpada incandescente foi a de menor ecoeficiência.

Na avaliação de todo o ciclo de vida (metodologia usada para o estudo) de produção e utilização das lâmpadas ficou claro que os principais impactos tanto ambientais como econômicos estão relacionados à fase de uso, que reflete a energia consumida durante sua vida útil. Desse modo, a ecoeficiência da lâmpada é diretamente proporcional à sua eficiência, ou seja, sua capacidade em transformar eletricidade em luz, utilizando a menor quantidade de energia. Este dado mostra como a lâmpada incandescente foi a pior opção segundo o estudo. Além de apresentar a menor performance ambiental, mostra-se a mais cara quando se levam em conta sua menor vida útil e, principalmente, os custos da energia elétrica consumida durante seu uso.

“Neste estudo constatamos que o uso da lâmpada é a fase crucial em seu impacto ambiental e econômico relacionado ao consumo de energia. Ao escolher este produto o consumidor deve verificar aquele que melhor alinha a geração de luz e o consumo de energia para este fim, ou seja, sua eficiência energética. É importante ainda que as pessoas verifiquem a qualidade das instalações elétricas de sua residência”, recomenda Juliana Silva, gerente de Socioecoeficiência da Fundação Espaço ECO® (FEE®).

Atualmente, a iluminação representa cerca de 20% de toda a energia elétrica consumida no mundo. Estima-se que 70% dessa energia seja consumida em lâmpadas de baixa eficiência energética. “Desta forma, a mudança por produtos mais sustentáveis deve considerar a ciência para a tomada de decisão de governos, empresas e indivíduos mais assertiva. Ao extinguir produtos do mercado precisamos ter certeza desta decisão baseados em dados comprovados cientificamente e não por achismo. Com isso, o consumidor tem todas as informações necessárias para sua escolha”, destaca Juliana.

Este estudo foi realizado por meio de uma Análise de Ecoeficiência, metodologia exclusiva da FEE® para a América Latina, que compara processos e produtos baseando-se na Avaliação de Ciclo de Vida (NBR ISO 14040). A Análise considera aspectos ambientais: uso da terra, consumo de energia, recursos naturais, consumo de água e emissões, agregando ainda potencial de toxicidade e riscos. Também são avaliados, com a mesma importância, indicadores econômicos como preço, investimentos, manutenção de equipamentos, entre outros. Para chegar a esta conclusão, a Fundação considerou que todas as lâmpadas gerariam iluminação de 6.480 lúmens (unidade de medida de fluxo luminoso) em uma sala de 9m², ao longo de 50 mil horas (ou 20 anos de funcionamento).

Na América Latina, onde a FEE® aplica esta ferramenta desde 2005, já foram realizados 80 estudos para empresas dos segmentos agronegócio, alimentício, cosmético, construção, celulose e papel, petroquímico, químico, têxtil, tintas, entre outros.

Fonte: Obra24horas