Notícias Sinduscon
02/06/2017 -
Estudo econômico do Sinduscon aponta os impactos do Plano Diretor na construção civil

A equipe de economistas do Sinduscon da Grande Florianópolis desenvolveu um estudo que apresenta os impactos econômicos do Plano Diretor no setor formal da construção civil, nos últimos cinco anos, na Capital. Em termos de novas construções (projetos aprovados, dados Prefeitura Municipal de Florianópolis), a queda acumulada no período chega a 136%. Esses dados são um indicio da queda do setor.  Em âmbito nacional, segundo os dados do IBGE, a queda do produto interno bruta da construção civil, no mesmo período, é de aproximadamente 15%. O que deixa evidente os efeitos da insegurança jurídica que o Plano Diretor trouxe em um cenário político-econômico já desfavorável. 

O Estudo ainda mostra que ao comparar os valores dos anos de 2013, 2014, 2015 e 2016 com o ano de 2012 (último ano da serie histórica recente com crescimento), a perda acumulada em valores atualizados atingiu a cifra de -R$ 2.508.382.704,06. Os dados indicam a queda na geração de valores agregados pelo setor nesse período. No caso do emprego, a perda de postos de trabalho foi de 34%, conforme informado pelo Ministério do Trabalho. O que representa 3.599 trabalhadores diretos formais que perderam seus postos de trabalho em Florianópolis. Em termos monetários, essas demissões significaram aproximadamente R$ 5.802.895,50 de renda não recebida pelo trabalhador. Dinheiro que deixou de entrar na economia local. 
Segundo o presidente do Sinduscon, Helio Bairros, é preciso ter bom senso para encontrar o equilíbrio para o desenvolvimento sustentável da Capital. “O Plano Diretor não está criando a solução para o crescimento ordenado da cidade, pois paralisa apenas o setor formal, deixando o caminho livre pala empresas clandestinas que não tem comprometimento com o futuro do município. Não podemos fechar os olhos para os dados desse estudo, pois eles impactam diretamente na vida daqueles que moram em Florianópolis”, afirmou o presidente. “A sociedade precisa enxergar que o setor formal atua dentro da legalidade, respeitando as leis e visando uma cidade melhor para aqueles que aqui vivem. Florianópolis é o nosso maior patrimônio, coberta por verde e praia. Sabemos que aqueles que querem viver aqui prezam por isso. Se o setor destruir as principais características da cidade, estaremos dando um tiro no próprio pé, desvalorizando o que temos de melhor”, finalizou o presidente.

O Sindicato defende os interesses das construtoras e assim como o setor formal, defende um Plano Diretor que possibilite o desenvolvimento sustentável, onde seja possível crescer de maneira consciente, conhecendo as vocações e apostando em tecnologias que reduzam o impacto da construção ao meio ambiente.